– Joseph, Joseph, JOSEPH!

Foi assim que acordei naquela manhã, assustada e gritando o nome dele – de novo – ai não, eu tenho que esquecê-lo, ele já foi embora há quase dois meses! Por que eu não consigo parar de pensar nele? Por que todos os dias eu tenho que sentir essa dor insuportável de um lugar vazio que sobrou depois que ele foi para aquela turnê idiota? “Iremos conhecer pessoas novas, não vamos sofrer por muito tempo, a distância não suporta nem o amor mais forte”. Como ele teve coragem de dizer isso? Ele prometeu que ficaria do meu lado para sempre.

Vou em direção ao chuveiro para tomar um banho frio e tentar começar bem o dia, se isso fosse possível.

Não tomei café da manhã, como de costume, fico enjoada quando como alguma coisa cedo demais. Desci as escadas e fui direto pegar a coleira do Ping para passear com ele pelo parque como as manhãs de todos os sábados. Ping pegou rapidamente com a boca, a coleira que estava na minha mão e ficou parado me olhando como se implorasse para eu colocá-la nele e irmos logo para o parque. De alguma maneira ele estava mesmo implorando por isso.

Chegamos lá e todas aquelas crianças e mães felizes pareciam não fazer sentido algum. Será que elas nunca sofreram por amor? Ou será que elas se recuperaram rápido, quando passaram por isso? No caso das mãs… E quanto as crianças… Elas têm sorte de não fazerem ideia do que signifique esta palavra, ainda.

Nossa, até pareço uma infeliz falando dessa maneira. Não sou uma, só estou passando por uma fase difícil, que fique bem claro.

O Ping não parava de me puxar para tentar se livrar daquela coleira e sair correndo por todo Central Park. Eu quase cedi à vontade dele e fui correr junto, mas as pessoas não ficariam muito confortáveis sabendo que uma garota e um cachorro correndo, poderiam passar por cima delas a qualquer momento. Então decidi continuar o passeio de uma maneira civilizada e monótona.

Cheguei em casa próximo a hora do almoço e foi nesse momento que lembrei de que meus pais estavam viajando e EU teria que preparar o almoço. Com o pequeno detalhe de que eu sou péssima cozinhando, mas teria que inventar alguma coisa se não quisesse passar fome durante todo final de semana.

Quando cheguei na cozinha dei um berro com o susto que levei, Joe cozinhando algo que eu ainda não tinha identificado o que era, mas isso é o que menos importa agora. ELE estava ali, porque ele tinha voltado?

Com meu grito ele também leva um susto e olha para trás, foi quando ele me viu.

– O que é que você ta fazendo aqui? – Perguntei.

– Er… Parece que estou cozinhando, não acha? – Ele respondeu com aquele sorriso torto e um toque de ironia.

– E a turnê?

– Vamos dizer que… Foi adiada por motivos de sigilo. – Ele estava se aproximando cada vez mais, eu estava dando passos para trás e tentando resistir aos seus encantos.

– Sigilo?

– É, na verdade, só para as fãs e a imprensa, mas isso não importa agora. Eu adiei aqueles shows porque precisava de você comigo para conseguir subir naquele palco. Vim te buscar, tá afim de viajar por vários lugares do mundo comigo? – Ele falou se aproximando ainda mais rápido e deu aquela piscadinha irresistível.

Pronto, não precisava de mais nada, ele já começava a controlar cada movimento que eu era capaz de fazer. Exatamente como na primeira vez que nos vimos. Impressionante como ele consegue fazer isso mesmo depois de quase dois meses sem nos vermos. Naquele momento, nem sair do lugar eu conseguia mais, a parede foi o meu limite e quando bati nela, Joe finalmente me segurou.

– Como você tem coragem de voltar depois de tudo que você me disse naquele dia? Você não presta Adam! – Eu tentava não demonstrar que tudo que eu queria naquele momento era beijá-lo e esquecer todos os dias que não fiz isso.

– Nada daquilo foi de verdade, eu só falei por medo de te perder da pior maneira, quando o amor acaba pela distância. Eu nunca te substituiria por ninguém, você sabe que é a única que eu realmente amo e realmente vou amar.

– Você me fez chorar e sofrer a cada dia desses dois meses, e ainda tem coragem de dizer que seria melhor assim? Isso não existe!

– Me perdoa e, por favor, nunca duvide do meu amor, é verdadeiro e quero te provar isso. – Ele não parava de olhar nos meus olhos, e eu completamente perdida na imensidão daqueles olhos castanhos claro.

– Provar? Como?

Ele olhou para o seu anel na mão esquerda e olhou novamente para mim. De repente ele tira uma caixinha preta do bolso do seu jeans apertado, e diz:

– Quer se casar comigo?

Eu DEFINITIVAMENTE não sei qual foi minha cara nesse momento, mas daria tudo para vê-la. Eu estava completamente surpreendida e toda aquela explosão de sentimentos dentro de mim tinha voltado em segundos, e nunca pareceu tão intensa.

Aceitei o pedido – dã, como se fosse possível dizer não – e nos beijamos exatamente como na primeira vez. Quero dizer, exatamente não, foi MUITO melhor.

– E então, vamos arrumar as malas? Temos uma turnê pela frente, partimos no início da semana. – Disse ele.

Apenas sorri e comecei a subir as escadas. Eram os primeiros passos de uma nova fase da minha vida ao lado dele, meu futuro marido, Joseph Adam Jonas.


xxx