Você quer a verdade ? Bem, aqui está. Eventualmente, você esquece tudo. Primeiro, você esquece tudo que aprendeu – as datas de guerras e os conceitos de triângulos. Você esquece especialmente tudo o que você realmente não sabe, tudo o que apenas memorizou na noite anterior. Você esquece o nome de muitas pessoas, até mesmo dos seus professores preferidos e, eventualmente, você os esquece.

Você esquece o seu horário de aula do ano anterior e onde costumava sentar-se. Esquece o número do seu melhor amigo, e o telefone da sua antiga casa. Esquece letras de música que você deve ter cantado um milhão de vezes. E finalmente, mas lentamente, esquece de suas humilhações – mesmo aquelas que pareciam  impossíveis de desaparecer.
Você esquece quem era legal e quem não era, quem era bonito, inteligente, atlético e não. Quem ia para uma boa faculdade, quem curtiu as melhores festas, quem tinha mais amigos – você esquece de todos eles. Mesmo aqueles que você disse que amava, e aqueles que você realmente amou – Esse, são os últimos a ir embora.
E uma vez que você tenha esquecido o suficiente, você pode amar mais alguém, viver uma nova história, ter novos colegas, decorar novas teorias, e sofrer outras inúmeras humilhações. Se você vive o presente, você esquece o passado – é inevitável. Existem excessões, você pode nunca esquecer o nome do seu professor, ou o numero do seu melhor amigo, mas no final, você sempre esquece.
E esquecer é bom, é limpar a alma, a mente e até mesmo o coração. Você esquece, mesmo que demore, mesmo que pareça insolúvel. Você esquece, mesmo que eles ainda permaneçam em sua memória. Você esquece, por que você precisa, por que para viver uma nova história é preciso apagar a antiga.

Lembre-se sempre – Esquecer e lembrar são lados de uma mesma moeda, é preciso equilibra-los, desvia-los e enfrenta-los. A coragem que é preciso para esquecer é a mesma que você usa para passar por cima dos seus medos.

Use-a, esqueça.