O que é o futuro?

Um lugar que não existe. “O futuro você pode pintar de colorido ou de preto. Por ser atraente ou pode apavorar”. Mas como caminhar rumo ao desconhecido? Como olhar para o mundo e não ter medo do que pode acontecer? Será que vou estar empregada no mês que vem? Será que vamos ter filhos juntos? É difícil viver sem saber do amanhã. A gente tenta de todo jeito controlar o incontrolável, administrar o inadministrável: há quem planeje passo a passo o próprio futuro, há quem procure os serviços de adivinhos e tarólogos para dar uma espiadinha no que está por vir. Porque é a incerteza que nos dá medo.

“Não existe medo sem incerteza: se tivermos a certeza absoluta de um mal futuro, já não se trata mais de medo, mas de desespero. Ora, a ideia da morte tem isso de particular, que é misturar uma certeza absoluta com uma incerteza também absoluta. É totalmente seguro que um dia morrerei, e absolutamente incerto quando (e onde? e como?)”, diz Francis Wolff.

Bem, certezas o futuro nunca vai nos dar. Por isso talvez ajude um pouco de filosofia. Em “Aprender a Viver”, o filósofo francês Luc Ferry lembra que “os filósofos gregos pensavam no passado e no futuro como dois males que pesam sobre a vida humana, dois centros de todas as angústias que vêm estragar a única e exclusiva dimensão da existênciaque vale a pena ser vivida, simplesmente porque é a única real: a do instante presente”.

Revista Vida Simples

Para enfrentar nossos medos do futuro ou qualquer outro tipo, temos que usar a incrível força da esperança. Se vamos ficar ou voltar, conseguir ou fracassar, hoje não importa. Devemos enfrentar (por mais assustadora que essa palavra pareça). Se amanhã não der certo, paciência. Depois de amanhã pode dar.

 

ps: acho que vou começar a seguir meus próprios conselhos.

 

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