“Infelizmente, eu não sei dizer se o nosso amor ainda existe. Eu que achava que este sentimento, jamais se tornaria extinto (…) Agora eu acredito no poder do tempo. Lembro-me dos velhos tempos quando tentava me imaginar sem ti e via-me num deserto faminta. Talvez a minha obssessão por você tenha sido curada e a minha sede pelo seu amor tenha sido matada.Mas sabe meu caro, ninguém matou esse sede não… Ninguém, além de mim. Eu calei o nosso amor, porque ele estava me matando. Nós poderíamos ser felizes se você tivesse me doado um pouco da sua força e foi nesse ponto que as minhas se esgotaram. É uma pena deixarmos a nossa história com simples reticências, como se fosse um livro lido pela metade, sem saber quando o leitor voltará a ter interesse de pegá-lo nas mãos. É sufocante, você não sabe do que estou dizendo. É invisível diante dos meus olhos, a falta que eu lhe faço, porque você não procura mais pelo meu amor. Sinto-me feliz sabendo que um dia lhe fiz feliz, que amei de verdade, que doei-me mesmo sem receber nada em troca e por um dia ter ganhado um bocadinho do seu amor. Mas sinto-me no passado. Porque agora, sinto-me como uma libélula, podendo voar e viver outras histórias que eu sei, também ficarão pela metade. Mas amores são assim mesmo, você me ensinou.”

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