“São cartas inacabadas, pequenas frases que demonstram tudo o que ela sente. Cartas amassadas e jogadas no canto do quarto, em uma tentativa frustada de acertar o lixeiro. Escritora de boteco, atrás de um grande amor, assim ela se definia. Passava madrugadas em claro, gostava do silêncio que pairava sobre o ar das 3 horas da manhã. Estava explícito em seus olhos que nenhum motivo era suficiente para faze-la deixar de ama-lo,era sutil o modo como ela sorria ao escrever as inicias dos dois nomes juntos. Introduzido em seus poemas e frases estava aparentemente claro a súplica por apenas mais um beijo, mais um abraço, mais uma noite de puro amor. Meia dúzia dos seus textos eram declarações, palavras de uma garota sempre apaixonada. Uma moça, pequena garota vivendo de amor, porém só o amor não bastava, queria mais, sempre buscava mais, mesmo em seus poemas buscava o amor em versos inteiros, infinitos. Pequena e nada ingenua garota, muito amou, ama, amará, porém muito se machucará também!”

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