“Desculpa. Desculpa, se eu sou tão covarde de não ter te ligado… mas é que, só de ouvir a sua voz eu teria desistido. Então, me desculpa, por ser tão complicada, por ser um labirinto, por ser esse desastre de pessoa. Mas você também, você também fere, também complica, também embaralha todas as cartas. Nós dois, cara. Nós dois somos erros, um ponto de interrogação no fim da frase. A gente podia ser um casal fofo, que trocam mensagens fofas, que falam coisas fofas. Mas não, a gente é diferente, complicados, quase impossível, quase. Brigamos, xingamos, complicado. E me desculpa, é que as vezes da vontade de te desvendar, mas você é indecifrável, concreto, frio, parece que é tudo oco aí dentro de você. Cara, cada momento que a gente passou juntos eu vou levar comigo, pra sempre. Queria ta te abraçando agora, e dizendo que as coisas sem você aqui não estão funcionando, que sem você aqui tudo perde a graça, o filme da sessão da tarde não tem o mesmo desleixo, até a pipoca perde o gosto. A nossa musica ainda toca aqui do meu lado. Eu tenho que confessar, que ainda lembro dos beijos, das palavras, das promessas. Eu lembro, de cada detalhe, de tudo. E obrigada, mesmo me deixando um caco você foi capaz de me fazer amar, despertou um lado em mim, que eu jamais descobriria sozinha. Você me fez sentir calafrios, perder o sono. Foi bom enquanto durou, e durou enquanto estava sendo bom. E por mais que a gente tente, por mais que o orgulho exala, no fundo nós sabemos, que o que a gente tem não encontra em qual quer lugar. No fundo a gente sabe. No fundo eu sei que você sabe. O que foi feito pra ficar junto, o destino da um jeito de unir. Cara, você é todo errado, complicado demais, e meu orgulho sempre estraga tudo. Você fica aí, olhando pro celular, pensando em me ligar, e eu aqui digitando e apagando a mesma mensagem. Orgulhosos. Dois orgulhosos. Complicado, eu e você. Nós somos erros. Mas, quem disse que o certo sempre é o melhor?”

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