“Porque o que quase foi não pode atrapalhar o que ainda pode ser. E de escolhas e de perdas é feita a nossa história. Não há nada que se possa fazer a não ser carregar por um tempo um peso sufocante de impotência: eu escolhi que aquele fosse o último abraço.
Agora é outra que se perde em ombros tão largos, tomara que ela não se perca tanto ao ponto de um dia não enxergar o quanto aquele abraço é o lado bom da vida. Aquele abraço era o lado bom da vida, mas para valorizá-lo eu precisava viver. E que irônico: pra viver eu precisava perdê-lo.
Mas a realidade é que não gostamos desses tipos de filme fraco com final feliz, gostamos dos europeus cult onde na maioria das vezes as pessoas sofrem e perdem, assim como aconteceu com a gente.”

Tati Bernardi

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